RIO - O diretor afastado do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot, participa de audiência pública conjunta das comissões de Infraestrutura (CI) e de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) do Senado. Pagot deverá esclarecer as denúncias sobre a existência de um esquema de superfaturamento de obras e recebimento de propina por alguns funcionários do Ministério dos Transportes e de órgãos vinculados à pasta.
Após as denúncias, funcionários do Dnit foram afastados e o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR-AM), pediu demissão, voltando a exercer o cargo de senador.
Acompanhe tudo aqui em tempo real.
11h09m: Pagot diz que faltam fiscais para verificar as obras do Dnit. Segundo ele, às vezes, um fiscal precisa verificar 1.000 quilômetros de uma rodovia, o que faz com que algumas coisas passem despercebidas. Outras vezes, ainda de acordo com Pagot, os erros podem ser resultado de "conluio", mas, nesses casos, o TCU e o CGU estão em cima.
11h03m: Perguntado sobre a mudança de escopo das obras pelo senador Blairo Maggi (PR-MT), Pagot responde que "as obras sofrem mudança de escopo quando a conclusão de estudos de viabilidade aponta a necessidade de alterações necessárias". Segundo ele, "o ideal era que só fossem licitadas as obras com projeto executivo. O que acontece é a licitação com projeto básico". Entre os dois projetos, de acordo com Pagot, são identificados alguns problemas e ocorrem as mudanças.
10h40m: "Ele nunca me exigiu nem pediu nada", diz Pagot sobre o ministro Paulo Bernardo.
10h30m: "Me surpreendi de ela (presidente Dilma Rousseff) ter se admirado de algumas obras estarem acima do escopo inicial", diz Pagot, citando uma obra do PAC que tinha um valor estimado em R$ 450 milhões e, durante o processo licitatório, subiu para R$ 850 milhões: "a diferença não é superfaturamento. O TCU e o CGU são muito ágeis. Quando a licitação está em andamento, se eles têm algum achado, imediatamente emitem um relato para nós".
10h25m:Pagot diz que gravou reuniões com funcionários repassando orientações dos órgãos de controle sobre várias obras. Ele diz ainda que o Ministério do Transporte não está descontrolado como afirmou o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP).
10h18m: O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) pergunta qual é a atual função de Pagot: diretor (em férias) ou ex-diretor? Pagot responde que seu período de férias é de 4 a 21 de julho de 2011, planejadas em novembro de 2010. Ele diz também que compareceu à sede do Dnit no dia seguinte à publicação das denúncias na revista Veja a pedido do ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR-AM)
10h06m: Pagot diz que o "Dnit é um órgão extremamente fiscalizado e controlado". Segundo ele, a Polícia Federal (PF), o Ministério Público Fderal (MPF), a Controladoria Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU) investigam as obras. Pagot diz ainda que o Dnit tem uma auditoria interna para fiscalizar as obras. "Quando entrei no Dnit, tínhamos graves problemas com as licitações, que eram intermináveis", completa. Pagot afirma também que "90% das obras não passavam de 60 empresas. Hoje, são mais de 300".
9h59m: "Hoje estamos dispostos a ouví-lo sobre outras questões: a aplicação dos recursos públicos através do Ministério dos Transportes", interrope o senador Álvaro Dias (PSDB-PR).
9h55m: "É preciso destacar a agilidade do Dnit nas obras emergenciais. Não aceitamos qualquer obra como emergencial e seguimos a legislação existente. Mas, a concentração das grandes chuvas em algumas áreas tem produzido grandes estragos", diz Pagot. Segundo ele, o Dnit gasta, em média, R$ 250 milhões por ano. A exceção aconteceu em 2010, quando Alagoas e Pernambucano receberam, cada, mais R$ 50 milhões.
9h40m: Ainda durante a explicação, Pagot afirma que "o que acontece é que, muitas vezes, temos que ampliar o escopo dos projetos". Como exemplo, o diretor afastado do Dnit cita a BR-101 em Santa Catarina: "era uma rodovia que passava por cidades e maciços montanhosos e foram feitas mudanças de escopo de tal ordem que exigiram investimentos de mais de R$ 1,5 bilhão só com as mudanças de escopo ambiental (...) Um projeto de uma rodovia iniciada do zero leva, no mínimo, dois anos".
9h35m: O diretor afastado do Dnit explica que "a formulação de obras no Dnit é fruto da Diretoria de Pesquisa e Planejamentos (responsável pelos estudos e levantamentos) e das diretorias especializadas (...) Nós sugerimos, não decidimos nada".
9h31m: Pagot continua seu depoimento explicando como é a estrutura do Dnit.
9h25m: O diretor afastado do Dnit, Luiz Antônio Pagot, começa seu depoimento negando todas as acusações publicadas pela revista Veja. "Gostaria de refutar todas as acusações e dizer que vim aqui para defender o Dnit. Na maioria das matérias que saíram na imprensa, não me pronunciei e sequer estive nos lugares em que falaram", diz Pagot.
9h23m: "Mesmo numa reunião como essa, onde o depoente é convidado e não convocado, não há como isentá-lo da obrigação de dizer a verdade, sob pena de ter que prestar contas à Justiça", diz o senador Álvaro Dias (PSDB-PR).
9h16m : A senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), presidente da Comissão de Infraestrutura (CI), abre a sessão dizendo que "as denúncias são de natureza grave e devem ser esclarecidas a contento". A senadora diz ainda que Pagot foi sabatinado, na Casa, há quatro anos, para assumir o cargo de diretor-geral do Dnit, e "havia, portanto, um dever desse colegiado para convidá-lo para prestar esclarecimentos".
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terça-feira, 12 de julho de 2011
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Mais de 50 mil brasileiros são atropelados todos os anos
Mais de 51 mil brasileiros são atropelados no país todos os anos, de acordo com dados do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito). O número de mortos, segundo a pesquisa, é de 4.685. Nas grandes cidades, motoristas e pedestres travam uma batalha no trânsito caótico. Apenas no Estado de São Paulo, há uma média de 60 ocorrências por dia: são 22 mil atropelamentos.
A reportagem da Record acompanhou o trabalho do Corpo de Bombeiros. No período da tarde, José Antônio D’Urso se envolveu em um acidente na última sexta-feira (8). Ele dirigia um carro no centro de São Paulo quando uma mulher atravessou a rua fora da faixa, quando o farol estava aberto para os carros. A vítima foi levada ao hospital com ferimentos.
Depois na rua Venceslau Brás, o Corpo de Bombeiros é chamado para atender outra ocorrência de atropelamento. A vítima é um homem sem sinais de fraturas e rapidamente é resgatado. Mas a reportagem descobre que a situação no local é complicada para o pedestre: na rua não há faixas e nem semáforo para pedestres.
De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros, Luiz Humberto Navarro, é difícil apontar o culpado de tantos atropelamentos.
- Existem erros dos dois lados. É uma luta constante de ganho de tempo, as pessoas não querem perder tempo e não há um respeito mútuo, tanto do pedestre como do motorista. Mas é claro que a parte fraca é sempre o pedestre.
Zonas de proteção
No início de maio, o secretário municipal de Transportes, Marcelo Cardinale Branco, afirmou que oito ZMPPs (Zonas de Máxima Proteção ao Pedestre) serão implementadas na capital paulista até o final do primeiro semestre deste ano. Além de sinalização específica, as zonas terão reforço de agentes de trânsito para garantir que motos e carros não invadam as faixas de pedestre durante a travessia das pessoas.
A criação das ZMPPs faz parte do Programa de Proteção ao Pedestre da Prefeitura de São Paulo. Com esse novo plano, a prefeitura diz que pretende reduzir de 40% a 50% os atropelamentos e as mortes de pedestres até 2012. No ano passado, a cidade teve 7.007 atropelamentos que resultaram na morte de 630 pessoas. O número corresponde a 46,4% das 1.357 mortes em acidentes de trânsito na cidade.
As oito zonas juntas correspondem à área que concentra 11% dos atropelamentos na cidade e 1% da área total da capital.
OBS: Assista ao vídeo no R7
fonte: http://noticias.r7.com/cidades/noticias/mais-de-50-mil-brasileiros-sao-atropelados-todos-os-anos-20110711.html
A reportagem da Record acompanhou o trabalho do Corpo de Bombeiros. No período da tarde, José Antônio D’Urso se envolveu em um acidente na última sexta-feira (8). Ele dirigia um carro no centro de São Paulo quando uma mulher atravessou a rua fora da faixa, quando o farol estava aberto para os carros. A vítima foi levada ao hospital com ferimentos.
Depois na rua Venceslau Brás, o Corpo de Bombeiros é chamado para atender outra ocorrência de atropelamento. A vítima é um homem sem sinais de fraturas e rapidamente é resgatado. Mas a reportagem descobre que a situação no local é complicada para o pedestre: na rua não há faixas e nem semáforo para pedestres.
De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros, Luiz Humberto Navarro, é difícil apontar o culpado de tantos atropelamentos.
- Existem erros dos dois lados. É uma luta constante de ganho de tempo, as pessoas não querem perder tempo e não há um respeito mútuo, tanto do pedestre como do motorista. Mas é claro que a parte fraca é sempre o pedestre.
Zonas de proteção
No início de maio, o secretário municipal de Transportes, Marcelo Cardinale Branco, afirmou que oito ZMPPs (Zonas de Máxima Proteção ao Pedestre) serão implementadas na capital paulista até o final do primeiro semestre deste ano. Além de sinalização específica, as zonas terão reforço de agentes de trânsito para garantir que motos e carros não invadam as faixas de pedestre durante a travessia das pessoas.
A criação das ZMPPs faz parte do Programa de Proteção ao Pedestre da Prefeitura de São Paulo. Com esse novo plano, a prefeitura diz que pretende reduzir de 40% a 50% os atropelamentos e as mortes de pedestres até 2012. No ano passado, a cidade teve 7.007 atropelamentos que resultaram na morte de 630 pessoas. O número corresponde a 46,4% das 1.357 mortes em acidentes de trânsito na cidade.
As oito zonas juntas correspondem à área que concentra 11% dos atropelamentos na cidade e 1% da área total da capital.
OBS: Assista ao vídeo no R7
fonte: http://noticias.r7.com/cidades/noticias/mais-de-50-mil-brasileiros-sao-atropelados-todos-os-anos-20110711.html
sábado, 9 de julho de 2011
PR diz que não vai botar a "faca no peito" de Dilma para impôr nome dos Transportes
A decisão sobre o nome que irá assumir o Ministério dos Transportes pode ficar para quarta-feira (13). Diante do impasse criado pelo impedimento do senador Blairo Maggi (PR-MT) para assumir o cargo, o Partido da República (PR) só voltará a se reunir no meio da próxima semana para discutir o assunto. Maggi admitiu a sondagem do Palácio do Planalto, mas como as empresas das quais ele é sócio têm contratos com o governo, ele não pode, legalmente, ficar com a vaga de ministro sem deixar os negócios privados.
Segundo o líder do PR na Câmara, Lincoln Portela (PR-MG), a próxima reunião marcada entre ele, Maggi e o senador Magno Malta (PR-ES), os três encarregados pela cúpula do PR para encontrar um nome que agrade à presidenta Dilma Rousseff e que seja fiel ao partido, será na quarta-feira (13).
Apesar do impasse gerado pela recusa de Maggi, que era o preferido do PR para ficar com o cargo, Lincoln Portela procurou ser cauteloso quanto à indicação do partido, que é da base aliada do governo e tem uma bancada de 40 deputados federais e seis senadores, já contando com o retorno do ex-ministro Alfredo Nascimento (PR-AM) para o Senado.
"Quem tem o comando é a presidenta (Dilma Rousseff). Esses três homens (Malta, Maggi e Portela) que foram colocados como interlocutores do partido para encontrar alguém, em nenhum momento estão impondo nenhum nome", disse Portela. "Jamais colocaríamos a faca no peito da presidenta."
Os três parlamentares passam o fim de semana nos respectivos estados de origem, apenas mantendo contatos telefônicos. Não há reuniões previstas com outros membros do PR para hoje (9 de julho) ou amanhã.
Segundo Portela, não haverá "mágoas" no partido se Dilma optar pela efetivação do ministro interino, Paulo Sérgio Passos, que também é filiado ao PR. "Nós vamos continuar sendo base aliada, seja o escolhido o Sérgio Passos, o Antônio, o Pedro ou a Maria", declarou. "Um ou outro pode ficar magoado, claro, mas não faria sentido deixar de ser da base (de apoio do governo Dilma). Como é que nós fomos para as ruas dizer que a Dilma era a melhor para governar o Brasil e agora deixaríamos de apoiá-la? Eu vou com ela até o fim", afirmou Malta.
A assessoria de Blairo Maggi informou que o senador só irá se manifestar oficialmente sobre o convite que recebeu para ser ministro após o depoimento de Luiz Antonio Pagot na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, na terça-feira (12). O ex-diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e apadrinhado político de Maggi irá falar aos senadores sobre as denúncias de corrupção e favorecimento em licitações do departamento.
Reportagem publicada pela revista "Veja" no fim de semana passado denunciou que contratos, incluindo de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), teriam sido superfaturados. Também foi revelado um suposto esquema de pagamento de propina no Dnit. Em função do escândalo, as cúpulas do ministério e do Dnit foram afastadas e o ministro Alfredo Nascimento pediu demissão.
A Controladoria-Geral da União (CGU) designou uma equipe para fazer rigorosa auditoria nas licitações, contratos e execução de obras a cargo do Dnit e da empresa estatal Engenharia, Construções e Ferrovias S.A (Valec), envolvidas nas denúncias de irregularidades.
fonte: http://noticias.uol.com.br/politica/2011/07/09/pr-diz-que-nao-vai-botar-a-faca-no-peito-de-dilma-para-impor-nome-dos-transportes.jhtm
Segundo o líder do PR na Câmara, Lincoln Portela (PR-MG), a próxima reunião marcada entre ele, Maggi e o senador Magno Malta (PR-ES), os três encarregados pela cúpula do PR para encontrar um nome que agrade à presidenta Dilma Rousseff e que seja fiel ao partido, será na quarta-feira (13).
Apesar do impasse gerado pela recusa de Maggi, que era o preferido do PR para ficar com o cargo, Lincoln Portela procurou ser cauteloso quanto à indicação do partido, que é da base aliada do governo e tem uma bancada de 40 deputados federais e seis senadores, já contando com o retorno do ex-ministro Alfredo Nascimento (PR-AM) para o Senado.
"Quem tem o comando é a presidenta (Dilma Rousseff). Esses três homens (Malta, Maggi e Portela) que foram colocados como interlocutores do partido para encontrar alguém, em nenhum momento estão impondo nenhum nome", disse Portela. "Jamais colocaríamos a faca no peito da presidenta."
Os três parlamentares passam o fim de semana nos respectivos estados de origem, apenas mantendo contatos telefônicos. Não há reuniões previstas com outros membros do PR para hoje (9 de julho) ou amanhã.
Segundo Portela, não haverá "mágoas" no partido se Dilma optar pela efetivação do ministro interino, Paulo Sérgio Passos, que também é filiado ao PR. "Nós vamos continuar sendo base aliada, seja o escolhido o Sérgio Passos, o Antônio, o Pedro ou a Maria", declarou. "Um ou outro pode ficar magoado, claro, mas não faria sentido deixar de ser da base (de apoio do governo Dilma). Como é que nós fomos para as ruas dizer que a Dilma era a melhor para governar o Brasil e agora deixaríamos de apoiá-la? Eu vou com ela até o fim", afirmou Malta.
A assessoria de Blairo Maggi informou que o senador só irá se manifestar oficialmente sobre o convite que recebeu para ser ministro após o depoimento de Luiz Antonio Pagot na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, na terça-feira (12). O ex-diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e apadrinhado político de Maggi irá falar aos senadores sobre as denúncias de corrupção e favorecimento em licitações do departamento.
Reportagem publicada pela revista "Veja" no fim de semana passado denunciou que contratos, incluindo de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), teriam sido superfaturados. Também foi revelado um suposto esquema de pagamento de propina no Dnit. Em função do escândalo, as cúpulas do ministério e do Dnit foram afastadas e o ministro Alfredo Nascimento pediu demissão.
A Controladoria-Geral da União (CGU) designou uma equipe para fazer rigorosa auditoria nas licitações, contratos e execução de obras a cargo do Dnit e da empresa estatal Engenharia, Construções e Ferrovias S.A (Valec), envolvidas nas denúncias de irregularidades.
fonte: http://noticias.uol.com.br/politica/2011/07/09/pr-diz-que-nao-vai-botar-a-faca-no-peito-de-dilma-para-impor-nome-dos-transportes.jhtm
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