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terça-feira, 12 de julho de 2011

Casino mantém posição contrária à fusão Pão de Açúcar-Carrefour

PARIS - O grupo francês Casino afirmou nesta terça-feira que a proposta de unir as operações do Carrefour no Brasil às do Pão de Açúcar é contrária aos interesses da varejista brasileira e dos acionistas

O conselho de administração do Casino, grupo que divide o controle do Pão de Açúcar com o empresário Abilio Diniz, também considerou que a estimativa de sinergias provenientes da fusão foram "fortemente superestimadas", com riscos de execução significativos.

Em reunião nesta terça-feira, o conselho votou de forma unânime contra a operação, apoiada por Diniz, que não participou da votação.

Diniz se reuniu com o conselho de administração do Casino nesta terça-feira, em Paris, quando reafirmou seu apoio à transação, segundo o grupo francês.

fonte: http://oglobo.globo.com/economia/mat/2011/07/12/casino-mantem-posicao-contraria-fusao-pao-de-acucar-carrefour-924882018.asp

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Bovespa cai pelo 5º dia, ao menor patamar em mais de um ano

Com piora na situação externo, investidores fogem de ativos de risco.
Ibovespa terminou o dia em baixa de 2,10%, aos 60.223 pontos.

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda nesta segunda-feira (11), registrando o quinto pregão consecutivo de perdas. O Ibovespa terminou o dia com baixa de 2,10%, aos 60.223 pontos. É o menor patamar de fechamento desde 26 maio de 2010, quando ficou em 60.190 pontos.

O pessimismo tomou conta do mercado financeiro na abertura desta semana. De olho principalmente na piora da situação econômica externa, investidores fugiram de ativos de maior risco, caso das bolsas e das commodities. No Brasil, o mercado acionário não conseguiu escapar do movimento vendedor e sofreu forte depreciação.

A aversão a risco foi estimulada pela preocupação com a crise na Europa. Autoridades da zona do euro se reuniam em Bruxelas nesta segunda-feira para discutir os problemas na Grécia e a ameaça de contágio na Itália. A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disse que a Itália precisa demonstrar que está comprometida com as reformas orçamentárias necessárias para recuperar a confiança na zona do euro, afirmando ainda estar confiante de que isso aconteça.

Com a trajetória desta segunda-feira, o Ibovespa marcou a quinta desvalorização seguida, período em que acumulou perda de 5,7%. Tal sequência negativa não era vista desde o intervalo entre 8 e 14 de abril, quando o índice caiu 4,2% também em cinco pregões. No ano, o Ibovespa já acumula queda de 13,1%.

Entre os ativos de maior peso sobre o Ibovespa, Vale PN caiu 1,06%, a R$ 45,61; Petrobras PN perdeu 1,45%, a R$ 23,10; OGX Petróleo ON cedeu 3,03%, a R$ 14,37; Itaú Unibanco PN teve desvalorização de 3,68%, a R$ 33,42; e BM&FBovespa ON se depreciou em 3,25%, a R$ 10,12. 


Com informações da Reuters e do Valor Online

fonte: http://g1.globo.com/economia/mercados/noticia/2011/07/bovespa-cai-pelo-5-dia-ao-menor-patamar-em-mais-de-um-ano.html




Bolsa tem pior 'tombo' desde fevereiro e cai para menor nível em 13 meses

Inflação doméstica em alta e crise na Europa formaram a combinação que derrubou a Bolsa de Valores brasileira na sessão de negócios desta segunda-feira, o quinto dia consecutivo de desvalorização.

Amargando seu pior "tombo" num só dia desde fevereiro, o índice de ações Ibovespa voltou a oscilar nos mesmos preços de maio de 2010, acumulando uma queda de 13% somente neste ano.

Os problemas da Itália ganharam os holofotes nesta semana, com a proximidade de vencimentos de dívida, em meio a uma alta generalizada dos juros pagos nos títulos soberanos de vários países problemáticos, como Portugal e Irlanda.

Mas o mercado brasileiro também sofreu com seus próprios dramas: os economistas de bancos e corretoras revisaram para cima suas projeções para a inflação deste ano e do próximo. Esses ajustes geram dúvidas a respeito de quanto o Banco Central deve elevar os juros para conter a alta dos preços.

"Nós estamos com esse problema da inflação desde o início do ano, que não se resolve. A grande questão é que nós estamos em 11 de julho, e ninguém sabe dizer realmente quando os juros vão parar de subir", comenta Luiz Gustavo Medina, economista da M2 Investimentos.

Juros para cima, em geral, são "a receita" para esvaziar os negócios da Bolsa, porque tornam a renda fixa mais atrativa que a volatilidade (e o nível de risco) da renda variável. Sem dinheiro, os preços "murcham": desde janeiro, o Ibovespa já encolheu 10 mil pontos.

Hoje, o índice acionário Ibovespa caiu 2,10% no fechamento, para os 60.223 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,17 bilhões. Nos EUA, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, cedeu 1,20%.
Na Europa, a Bolsa de Londres recuou 1%, enquanto a Bolsa italiana desabou quase 4%.
O dólar comercial foi negociado por R$ 1,582, em um avanço de 0,95%.

CHINA E EUA

O final de semana não trouxe notícias animadoras a respeito da economia mundial: a economia chinesa apontou uma inflação de 6,4% (taxa anual) em junho, a maior em três anos. Na semana passada, Pequim já havia anunciado medidas para conter a alta dos preços, com uma nova elevação dos juros.

Amanhã à noite, o governo chinês divulga o PIB do primeiro trimestre, o que deve elevar a cautela de investidores e analistas na jornada de hoje.

Ainda no front externo, as autoridades europeias convocaram uma reunião para discutir o pacote de ajuda financeira à Grécia, mas também a problemática situação da Itália, terceira maior economia da zona do euro.

A crise política italiana desperta temores de que a gestão atual não tenha força política para implementar um programa de austeridade fiscal e ganhar a confiança dos investidores.

O mercado também acompanha de perto as discussões em torno a dívida federal nos EUA. O congresso americano precisa aprovar a elevação do limite máximo de endividamento, antes do início de agosto, para evitar um possível "default" do país (calote de pagamentos), ainda que temporário.

O presidente Barack Obama afirmou nesta segunda que os líderes partidários devem se encontrar diariamente até que um acordo sobre a dívida federal seja fechado.

INFLAÇÃO

E no front doméstico, o investidor encontrou poucos motivos para ânimo.
O boletim Focus, elaborado pelo Banco Central, mostrou que boa parte dos economistas voltou a elevar suas projeções para a inflação deste ano e de 2012. Para 2011, a taxa prevista para o IPCA passou de 6,15% ao ano para 6,31%. E para 2012, a projeção aumentou de 5,10% para 5,20%.

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/941954-ex-premie-gordon-brown-se-diz-chocado-apos-denuncia-de-grampo.shtml 

Calote do consumidor tem maior alta no semestre desde 2002

Dívidas do brasileiro com bancos, financeiras e cartão de crédito foram as vilãs da conta

O calote ao consumidor cresceu no primeiro semestre de 2011, graças ao aumento da inflação entre janeiro e junho. Uma pesquisa da empresa de análise de crédito Serasa Experian mostra que a inadimplência ficou 22,3% maior em relação à primeira metade do ano passado. Esse aumento é o maior já visto nesse indicador desde 2002.

As dívidas dos brasileiros com o limite da conta no banco, com financeiras, com lojas e com cartões de crédito foram as grandes vilãs do calote. As chamadas dívidas bancárias cresceram 7,5% neste ano na comparação com o ano passado. As não bancárias (que envolvem o comércio em geral e o cartão) aumentou 76,2% no mesmo período.

Isso mostra que o brasileiro atrasou mais a parcela das compras, entrou mais no cheque especial e usou mais do rotativo do cartão neste ano do que na primeira metade de 2010. O grande culpado é o encarecimento do crédito de um ano para o outro por causa da inflação.

Segundo os economistas da Serasa Experian, o crescimento da inadimplência no semestre é justificado pelos efeitos da política monetária do governo para controle da inflação, que desde o fim de 2010 já aumentou os juros, elevou o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e encareceu o custo para pegar dinheiro emprestado.

- O consumidor enfrenta uma redução no poder aquisitivo e o crescente endividamento dificulta o pagamento das dívidas assumidas anteriormente.

Na mesma comparação do começo deste ano com o do ano passado, os títulos protestados e os cheques sem fundos diminuíram (6,7% e 4,4% respectivamente).

Embora tenha crescido bastante em quantidade, em valores as dívidas bancárias e não bancárias diminuíram.
A grana média que o consumidor devia ao banco (com o cheque especial, por exemplo) baixou de R$ 1.335,17 para R$ 1.307,90.

Já as dívidas não bancárias (lojas em geral, cartões de crédito, financeiras, prestadoras de serviços como fornecimento de energia elétrica, água, telefonia, entre outras) tiveram a maior queda em seu custo médio: passaram de R$ 385,50 para R$ 307,54.

O valor médio que o brasileiro gastou com um pré-datado ficou em R$ 1.313,97. Na primeira metade do ano passado, estava em R$ 1.227,82. Os títulos protestados, apesar de terem diminuído a inadimplência nesta primeira metade do ano, aumentaram seus valores médios de R$ 1.156,29 para R$ 1.328,50.

fonte: http://noticias.r7.com/economia/noticias/calote-do-consumidor-tem-maior-alta-no-semestre-desde-2002-20110711.html?question=0

Balança tem superávit de US$ 1,8 bilhão no começo do 2º semestre

Nas duas primeiras semanas do mês, saldo positivo já supera julho de 2010.
No período, vendas têm forte alta e somam US$ 1,15 bilhão de média diária.

A balança comercial brasileira iniciou o segundo semestre deste ano com um superávit (exportações menos importações) de US$ 1,87 bilhão, resultado obtido nas duas primeiras semanas de julho, entre 1º e 10 (seis dias úteis), de acordo com números divulgados nesta segunda-feira (11) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O resultado supera o saldo positivo de todo o mês de julho do ano passado (+US$ 1,34 bilhão).

O aumento do saldo comercial neste ano está relacionado, principalmente, com a elevação dos preços das chamadas "commodities" (produtos básicos com cotação internacional, como alimentos, petróleo e minério de ferro, entre outros) no mercado externo. Com o preço em alta, as vendas externas se tornam mais rentáveis - o que aumenta o valor das exportações.
 
Exportações e importações

O bom resultado comercial das duas primeiras semanas deste mês se deve, principalmente, ao desempenho das exportações. Nas duas primeiras semanas de julho, até o dia 10, as exportações somaram US$ 6,9 bilhões, ou US$ 1,15 bilhão de média, com forte alta de 43,3% sobre o mesmo mês de 2010.
O valor da média diária de exportações, nas duas primeiras semanas deste mês, também é maior do que os US$ 1,12 bilhão por dia útil registrados em junho deste ano - que é o atual recorde histórico para um mês fechado.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, as importações, por sua vez, somaram US$ 5 bilhões no acumulado de julho, até o dia 10. Com isso, registraram uma alta de 13% sobre julho do ano passado. A média de compras no acumulado deste mês, de US$ 839 milhões por dia útil, está abaixo do valor de US$ 917 milhões registrados em junho deste ano.
 
Acumulado do ano

No acumulado de 2011, até 10 de julho, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 14,83 bilhões, com crescimento de 67,9% frente ao mesmo período de 2010, quando o saldo positivo somou US$ 8,83 bilhões.

De acordo com números do governo, as vendas externas somaram US$ 125,2 bilhões no acumulado deste ano, com crescimento de 32% sobre o mesmo período do ano passado. Ao mesmo tempo, as importações totalizaram US$ 110,3 bilhões nos seis primeiros meses deste ano, com elevação de 28,3%.
 
Ano de 2010 e previsões

No ano passado, com o forte crescimento das importações, fruto do elevado ritmo de crescimento da economia brasileira (acima de 7,5%) e do dólar baixo - fator que encarece as vendas externas e tornam as compras do exterior mais baratas - o saldo comercial ficou positivo em US$ 20,27 bilhões, o valor mais baixo em oito anos.

Os economistas de instituições financeiras acreditam que, mesmo com um crescimento menor da economia (cerca de 4%) e com um dólar desvalorizado, a balança comercial brasileira, principalmente por conta da alta dos preços das "commodities", deve "empatar" com o superávit registrado em 2010 e registrar um saldo positivo de US$ 20 bilhões neste ano.

O desempenho da balança comercial em 2011 tem surpreendido os analistas, visto que, no início deste ano, o mercado financeiro acreditava que o superávit ficaria abaixo de US$ 10 bilhões. Com os bons números dos últimos meses, este dado tem sido constantemente revisado para cima.

fonte: http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/07/balanca-tem-superavit-de-us-18-bilhao-no-comeco-do-2-semestre.html

Marca Webjet deverá desaparecer caso compra pela Gol seja aprovada

Constantino Junior diz que negócio não implica aumento de tarifas.
Empresa quer integrar clientes Webjet ao programa de milhagem Smiles.

O presidente da Gol Linhas aéreas, Constantino de Oliveira Junior, afirmou nesta segunda-feira (11) que a marca Webjet  deverá desaparecer no futuro, caso a compra da companhia pela Gol seja concretizada e aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

“Deverá extinguir a marca Webjet, ficar com a marca Gol, e isso não implicaria aumento de custo por essa operação”, disse Oliveira Junior, em teleconferência para detalhar o negócio.

A ideia, segundo Constantino, é manter as duas marcas até que o negócio seja aprovado pelas autoridades e, a partir daí, iniciar o processo de integração das duas marcas. Segundo o executivo, tal integração seria possível porque as duas empresas atuam no segmento de baixa tarifa.

A estimativa da companhia é de que a integração gere sinergia de R$ 100 milhões em dois anos.

O acordo de compra da Webjet pela Gol foi anunciado na sexta-feira (8) e ainda depende da aprovação dos órgãos reguladores para se tornar realidade. O valor do negócio é de cerca de R$ 311 milhões, dos quais cerca de R$ 96 milhões serão pagos aos atuais sócios.
 
Integração e milhagens

Segundo o executivo, a Gol pretende solicitar ao Cade que parte das operações das duas companhias seja integrada mesmo antes da aprovação final do negócio pelo órgão.

"Vamos solicitar ao Cade a possibilidade de fazer acordo de codeshare (compartilhamento de voos entre as duas companhias)  tão logo como possível. Mas depende do Cade", afirmou. Outro ponto a ser solicitado pela Gol antes do veredito final do órgão regulador é o de permitir que clientes Webjet possam pontuar no programa de milhagens Smiles, da Gol.

“Pretendemos ampliar o programa Smiles para os clientes da Webjet com as mesmas regras da Gol”, afirmou o executivo, que destacou que a definição das regras ainda depende de autorização do Cade.
 
Tarifas

De acordo com a previsão de Constantino, a aquisição não deverá resultar em aumentos de tarifas para o consumidor. "Entendemos que com a compra da Webjet a Gol se fortalece, passa a ter condições de oferecer mais serviços, tornar o serviço mais atraente por um custo baixo para os nossos clientes", disse o executivo, que afirmou que o processo de consolidação do setor é uma "tendência mundial' e não traz prejuízos ao consumidor.

"É muito importante conseguir escala, se tornar menos suscetível ao preço do petróleo ou à oscilação da demanda. (...) No mundo desenvolvido existe a concentração e não significa que o consumidor seja prejudicado", avaliou.
 
Demissões

Constantino Oliveira Junior disse ainda que a empresa não prevê demissões em caso de concretização do negócio, porque a Webjet já tem um quadro de funcionários que ele definiu como "enxuto".

"Por ter um quadro tão enxuto não acredito que haja um processo de demissão, pelo contrário, a gente tem condições de à medida que renovar a frota e tornar mais  o processo da Webjet mais produtivo nos permitirá provavelmente continuar o processo de contratação que já temos hoje", disse.
  
fonte: http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2011/07/marca-webjet-devera-desaparecer-caso-compra-pela-gol-seja-aprovada.html

Crescimento da inadimplência do consumidor é o maior em 9 anos

A inadimplência do consumidor cresceu 22,3% no primeiro semestre em relação ao mesmo período em 2010, segundo informou nesta segunda-feira a consultoria Serasa Experian. A elavação foi a maior registrada em nove anos. Em junho o indicador teve aumento de 7,9% ante maio.

O índice de inadimplência com os bancos foi o principal responsável pela alta registrada em junho, com aumento de 8,1%, atingindo valor médio de R$ 1.307,90, enquanto que as dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços em telefonia e fornecimento de energia elétrica e água) cresceram 5,4%, com valor médio de R$ 307,54. Também subiu o índice de cheques sem fundo, 18,9%, alcançando R$ 1.313,97. Por outro lado, os títulos protestados apresentaram queda de 11,7%, com valor médio de R$ 1.328,50.

Segundo economistas da Serasa, o crescimento verificado no primeiro semestre é resultado dos efeitos das medidas de controle de inflação, altas dos juros e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e o encarecimento do crédito.

fonte: http://not.economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201107111121_TRR_79820893

domingo, 10 de julho de 2011

EUA suspendem auxílio militar de US$ 800 milhões ao Paquistão

O governo dos Estados Unidos disse que irá suspender o auxílio militar equivalente a US$ 800 milhões que destinaria ao Paquistão.

O chefe de gabinete da Casa Branca, Bill Daley, disse, em entrevista à rede americana ABC, que o Paquistão ''tomou algumas medidas que nos deram motivo para interromper parte da ajuda''.

Ele afirmou que o ataque realizado por forças americanas e que resultou na morte do líder da rede Al Qaeda, Osama Bin Laden, em maio deste ano, havia afetado as relações entre os dois países, mas que os laços entre americanos e paquistaneses serão ''aprimorados com o tempo''.

A cifra de US$ 800 milhões representa aproximadamente um terço do total que os Estados Unidos destinam em auxílio militar ao Paquistão.

Segundo dados apresentados pelo Paquistão ao Fundo Monetário Internacional (FMI) no ano passado, o orçamento militar do país relativo ao período de 2010 e 2011 foi de US$6,4 bilhões, um aumento de US$ 1,2 bilhões em relação ao ano anterior.

Ainda durante a entrevista à rede ABC, Daley admitiu que o Paquistão tem sido ''um importante aliado na guerra contra o terrorismo. Eles têm sido vítimas de muito terrorismo''.

Mas acrescentou que se trata de uma ''relação complicada em um canto do mundo difícil e complicado. Obviamente, ainda existe muita dor sentida por parte do sistema político do Paquistão por conta da operação que realizamos para nos livrar de Osama Bin Laden, algo sobre o qual o presidente (Barack Obama) tem fortes sentimentos e algo que não lamentamos''.

Críticas

O governo do Paquistão vem criticando a realização de ataques com ''drones'' (aviões não-tripulados) americanos e a realização de ações não comunicadas aos paquistaneses por parte dos americanos, como a operação militar que resultou na morte de Bin Laden.

Muitos congressistas dos Estados Unidos vinham criticando a concessão do auxílio militar, especialmente depois de ter vindo à tona que Bin Laden passou muito tempo refugiado em uma casa situada na vizinhança da principal academia militar do Paquistão, em Abbottabad.

Segundo Rajesh Mirchandani, um correspondente da BBC em Washington, a medida por parte do governo americano representa um endurecimento em relação ao Paquistão. Mas pode ter efeitos opostos aos desejados.

Em vez de sinalizar que os paquistaneses precisam mostrar mais empenho em combater militantes extremistas e procurar rastrear fontes dentro do Exército que teriam laços com ativistas radicais, pode fazer com que o governo do Paquistão se sinta compelido a ir no sentido oposto - se empenhar menos na colaboração e acabar tendo menos poder para levantar quem seriam os agentes infiltrados.

Washington ainda considera o Paquistão um aliado vital na luta contra a Al Qaeda e contra insurgentes da milícia Taleban em áreas tribais na fronteira do país com o Afeganistão.

fonte:  http://noticias.uol.com.br/bbc/2011/07/10/eua-suspendem-auxilio-militar-de-us-800-ao-paquistao.jhtm

Gol anuncia acordo para compra da Webjet em negócio de R$ 311 milhões

Desse valor, R$ 96 milhões serão pagos aos atuais sócios.
Aquisição depende da realização de auditorias e aprovação de autoridades.

A Gol comunicou nesta sexta-feira (8) que fechou acordo para compra da Webjet. O valor do negócio é de cerca de R$ 311 milhões, dos quais cerca de R$ 96 milhões serão pagos aos atuais sócios.

De acordo com a empresa, a aquisição está sujeita, entre outras condições, à realização de auditoria nas atividades e ativos da WebJet, e às aprovações das autoridades governamentais pertinentes.

A Gol afirmou que, até a conclusão da aquisição, as operações das duas empresas seguirão de forma independente, sem previsão de mudanças estruturais ou de gestão.
Leia a íntegra do comunicado:
 
"São Paulo,08 de julho de 2011 – A GOL Linhas Aéreas Inteligentes S.A. (BM&FBovespa: GOLL4 e NYSE: GOL), (S&P/Fitch: BB-/BB-, Moody`s: Ba3) (“Companhia”), a maior companhia aérea de baixo custo e baixa tarifa da América Latina, em atendimento às disposições da Instrução CVM n.° 358/2002 (“ICVM 358”), comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral que nesta data:
(i) a VRG Linhas Aéreas S.A. (“VRG”), sociedade controlada pela Companhia, celebrou com os acionistas controladores da Webjet Linhas Aéreas S.A. (“WebJet”) memorando de entendimentos que tem por objetivo a aquisição de 100% do capital social da WebJet pela VRG;
(ii) a aquisição está sujeita, entre outras condições, à realização de auditoria técnica e legal nas atividades e ativos da WebJet, à negociação e celebração dos documentos definitivos pelas partes e às aprovações das autoridades governamentais pertinentes;
(iii) o preço a ser pago para a referida aquisição será de R$96.000.000,00(noventa e seis milhões de reais) sujeito a ajustes até a data em que a operaçao for concluída. A Webjet foi avaliada pelas Partes (ie. Enterprise Value) em R$310.700.000,00 (trezentos e dez milhões e setecentos mil reais).
 

A Companhia manterá seus acionistas e o mercado informado acerca da evolução do assunto objeto deste Fato Relevante.
 

A Companhia comunica que será feita uma teleconferência com uma apresentação, sobre este fato relevante."

A Webjet interessa à Gol, entre outros motivos, por causa dos horários de pouso e decolagem (slots, no jargão do setor) em aeroportos que já estão com sua capacidade no limite, como o Aeroporto Internacional de Guarulhos (Cumbica) e Santos Dumont, no Rio.

"Estamos confiantes de que, com essa aquisição, a Gol aproximará cada vez mais pessoas com segurança e inteligência, continuará com sua missão de popularizar o transporte aéreo e se consolidará como uma das líderes no segmento de aviação de baixo custo no mundo”, afirmou Constantino de Oliveira Junior, presidente da Gol, em nota.
 
Negociação

Desde o início da tarde, rumores davam conta de que a empresa aérea, a segunda maior do país, estaria negociando a compra da concorrente. Os rumores impulsionaram as ações da Gol, que subiram mais de 3,5%. No meio da tarde, a Gol admitiu que estava negociando com a Webjet, sem no entanto apontar o objetivo das conversas.

A  Webjet pertence ao empresário Guilherme Paulus, acionista minoritário, fundador e presidente do conselho de administração da operadora de turismo CVC. Paulus é o único acionista da Webjet. Em janeiro do ano passado, o empresário vendeu participação de 63,6% da CVC para o grupo norte-americano Carlyle.
 
Empresa resultante

A Webjet é a quarta maior companhia aérea do país, com 5,16% do fluxo de passageiros em voos domésticos em maio, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil. A Gol, a segunda maior empresa brasileira, teve 35,39% da demanda doméstica em maio. Juntas, as duas empresas responderam por 40,55% do mercado brasileiro naquele mês.

Mesmo com a união das duas companhias, a empresa resultante não ultrapassa a TAM, que ficou com 44,43% do mercado nacional em maio.

A Webjet opera atualmente 154 voos diários para 14 cidades no Brasil. Sua frota é composta por 24 aeronaves do modelo Boeing 737-300. A VRG, que opera as marcas GOL e VARIG, realiza cerca de 900 decolagens diárias para 51 destinos brasileiros e 11 internacionais na América do Sul e Caribe. Sua frota operacional consiste de 115 aeronaves Boeing 737-700 e 737-800 Next Generation.

A TAM, incluindo a Pantanal, opera voos diretos para 45 destinos no Brasil e 19 na América do Sul, nos Estados Unidos e na Europa, com uma média de 881 voos diários.  Por meio de parcerias, chega a 92 aeroportos brasileiros e a outros 92 destinos internacionais, incluindo a Ásia.

A negociação da Gol com a WebJet ocorre depois que a TAM, líder no mercado brasileiro e que está em vias de se fundir com a chilena LAN, anunciou em março a compra de 31% da Trip, sexta maior empresa do setor no país, reforçando sua atuação em mercados de média densidade de passageiros.
 
'Consumidor fica sem opções'

Para Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), como existem poucas companhias aéreas, o consumidor acabará sem opções.

“Logicamente que, no começo, a gente não tem a segurança que haverá preços melhores. Algumas questões podem até melhorar, mas, quando existem algumas fusões, no caso de um segmento como esse, que não temos tanta concorrência, os preços nem sempre são gratificantes para o consumidor”, observa

Maria Inês diz que, em geral, reduções de mercado resultam em menos opções para o consumidor, já que a concorrência força as empresas a oferecem melhores serviços e preços.

“Até as ofertas de voos podem ser prejudicadas, porque as empresas eliminam redundâncias, rotas iguais oferecidas por duas companhias. Essas rotas idênticas tendem a deixar de existir”.

A especialista ressalta, contudo, que o cenário dependerá muito em como a empresa pretende atuar, pois é possível que as rotas e preços sejam mantidas.

fonte: http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2011/07/gol-anuncia-acordo-para-compra-da-webjet.html

sábado, 9 de julho de 2011

Empresas de ônibus contra-atacam: só falta voar

RIO - Numa tentativa de driblar a perda de clientes para as companhias aéreas, as empresas de ônibus estão se renovando. Já parcelam os bilhetes em até seis vezes, lançam programas de milhagem, oferecem tarifas diferenciadas para as poltronas e estão até implantando totens de autoatendimento para quem compra passagens pela internet, uma espécie de check-in antecipado. Além das novidades, algumas chegam a oferecer descontos de até 50% no valor das passagens, de olho nas classes D e E.

Nos últimos dois anos, o número de passageiros de ônibus que viajaram longas distâncias (acima de 75 quilômetros) caiu 9%, de quase 54 milhões em 2008 para 49 milhões em 2010, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). No mesmo período, o número dos que escolheram o avião para viajar pelo Brasil - a briga entre aéreas e ônibus se dá nos trajetos domésticos - saltou 39,4%, para 139,4 milhões, de acordo com a Infraero. Foram essas estatísticas discrepantes que fizeram as empresas de ônibus se mexer e inovar sua estratégia para atrair clientes.

A Viação 1001, do grupo JCA, iniciou em maio passado o parcelamento em até seis vezes sem juros no cartão de crédito e avalia estendê-lo até dez vezes, sem valor mínimo de compra. Até então, o cliente só podia dividir em três vezes com valor mínimo de R$ 100. A companhia também vai lançar no segundo semestre o programa Conta Giro, em que os passageiros acumulam pontos e podem trocá-los por bilhetes, uma espécie de programa de milhagem. A iniciativa, segundo o diretor-executivo da empresa, Heinz Wolfgang, visa especialmente às classes D e E, que não costumam ter cartão de crédito e já começam a viajar com a família de ônibus.

- Da mesma forma que a classe C galgou degraus e está viajando de avião, as classes D e E também estão estreando no ônibus nas viagens de férias - disse o diretor.

As classes D e E também são o novo foco da Itapemirim, que tem apostado nos preços baixos para atrair a nova clientela. Até junho, a empresa oferecia desconto de até 45% em alguns trechos, como na rota Rio-São Paulo (R$ 99). Também elegeu alguns trajetos para oferecer tarifas promocionais a quem compra com antecedência, a exemplo do que fazem as companhias aéreas. Por exemplo, os seis primeiros que compraram assentos em cada um dos ônibus que partem do Rio para Vitória pagaram R$ 45 até o fim de junho. Os menos apressados - são 42 lugares em média nos ônibus - desembolsaram R$ 79 ou 83% mais. Estratégia semelhante deve ser adotada nos próximos meses.

- São estratégias como essas que têm nos permitido estabilizar o número de passageiros transportados em 3,5 milhões por ano - diz o gerente nacional de vendas da Itapemirim, Emílio Mendes, frisando que, além das aéreas, os ônibus têm perdido clientes para o transporte pirata e para os automóveis particulares.

A capixaba Águia Branca igualmente entrou na guerra de preços. Entre as promoções que oferecia mês passado estava Vitória-Salvador (R$ 99, desconto de 50%). Se o passageiro optasse por encurtar a viagem e fazer o trajeto de avião, pagaria de R$ 169 a R$ 209 por perna para voar o mesmo trecho, segundo pesquisa feita pelo GLOBO nos sites das principais aéreas do país. A empresa também está reforçando as rotas em que não há concorrência aérea direta. Assim, espera elevar o faturamento este ano em 3%.

- Nas viagens de capital a capital, superior a mil quilômetros, o setor aéreo é mais competitivo. Isso porque os aeroportos costumam se localizar nas capitais e, por isso, o passageiro não precisa fazer outra viagem para chegar ao destino final. Caso contrário, o ônibus torna-se mais competitivo, devido à sua capilaridade - avalia Paula Corrêa, diretora Comercial e de Marketing da Viação Águia Branca.

As empresas também estão renovando esforços para recuperar clientes que faziam o trecho Rio-São Paulo, uma turma que preferiu a rapidez e o conforto dos aviões e abandonou os ônibus. Na Viação 1001, por exemplo, nos quatro primeiros meses do ano houve perda de 4% no número de passageiros nessa rota.

Por isso, a companhia passou a oferecer mais uma facilidade a quem embarca na Rodoviária Novo Rio e na Rodoviária Tietê (SP): as chamadas salas net, em que os passageiros que compram pela internet retiram seus bilhetes sem enfrentar filas nos guichês. Também mantém cinco salas VIP em rodoviárias do Sudeste. Além disso, seus ônibus já estão equipados com tomadas, de modo que os passageiros possam recarregar laptops e outros eletrônicos durante a viagem.

- Compro a passagem pela internet e tiro o bilhete aqui na sala net. É mais rápido que esperar no guichê - disse Adair Elísio, petroleiro que trabalha para uma empresa estrangeira e que faz o trajeto Rio-Macaé todos os meses.

A Viação Cometa, por sua vez, fechou parcerias há 15 dias com uma faculdade paulista para venda das passagens em duas de suas unidades. A exemplo do que vêm fazendo algumas aéreas, também mantém um canal de vendas em lojas de varejo, como na matriz da Casas Bahia, em São Caetano do Sul, e parcela o valor dos bilhetes em até seis vezes. Tem apostado ainda em ônibus mais modernos: investiu R$ 65 milhões este ano na aquisição de 128 carros para renovar a frota, de mil veículos.

fonte: http://oglobo.globo.com/economia/mat/2011/07/08/empresas-de-onibus-contra-atacam-so-falta-voar-924871092.asp

Cade quer suspender marca Perdigão

Negociação para aprovar a fusão com a Sadia prevê a proibição temporária da marca em produtos com maior concentração de mercado

SÃO PAULO - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Brasil Foods estão negociando a suspensão temporária da marca Perdigão nos segmentos em que existe maior concentração de mercado. Esse é o principal ponto do acordo que vem sendo costurado para tentar aprovar a fusão de Sadia e Perdigão, depois que um conselheiro do Cade sugeriu vetar a operação por provocar prejuízos ao consumidor.

As negociações, no entanto, não estão concluídas e devem prosseguir até o julgamento, marcado para quarta-feira. Segundo o Estado apurou, existe consenso entre o Cade e a empresa sobre o "remédio", mas a disputa é acirrada sobre a "dosagem". Não há definição em quantos mercados seria feita a suspensão da marca Perdigão, nem por quanto tempo. Fontes próximas à discussão indicam que a suspensão do uso da marca pode ocorrer em pelo menos seis grupos de produtos, por um prazo máximo de cinco anos. Mas o nos termos finais do acordo ainda podem variar bastante.

Com a união das marcas Sadia e Perdigão, a participação de mercado da Brasil Foods chega a 70% em pizzas prontas, 80% em hambúrgueres e empanados de frango, 90% em lasanhas. Os porcentuais também são muito elevados em mercados como o de presunto (70%), linguiça defumada (70%), kit festa aves (90%), carne in natura peru (70%), entre outros. Os dados são da Procuradoria do Cade.

O acordo não prevê restrições para a marca Sadia, que é considerada ‘premium’ e tem preços mais altos. Essa marca está sendo preservada porque é a mais forte na exportação, sendo conhecida em países como Arábia Saudita e Rússia. Também está previsto no acordo a venda de marcas populares e de muitas fábricas e centros de distribuição (leia reportagem na pág. B3).

Nesse ponto da negociação, a suspensão da marca Perdigão se tornou aceitável para a Brasil Foods, que chegou a declarar várias vezes que não faria concessões nas marcas principais. Segundo uma fonte ligada ao processo, a suspensão "pelo menos preserva o sentido da fusão" que seria perdido se uma das marcas principais fosse vendida.

Mas a solução de suspender temporariamente a marca Perdigão é polêmica e ainda gera dúvidas entre os conselheiros do Cade. O órgão está tentando impor condições para que a empresa não se aproveite da oportunidade para lançar outra marca ou ocupar espaço da Perdigão com uma marca que já existe, mantendo seu poder de mercado.

Não é a primeira vez que o Cade adota a solução de suspender uma marca. No passado, o resultado não foi bom. Em 1996, o órgão exigiu que a Colgate suspendesse por quatro anos a marca Kolynos. A empresa lançou então o creme dental Sorriso no mesmo patamar de preço e até com a mesma identidade visual. A substituição foi tão bem sucedida que a Colgate decidiu não voltar a usar a marca Kolynos.

 fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios+industria,cade-quer-suspender-marca-perdigao-,not_75275,0.htm